domingo, 27 de dezembro de 2009

Virtualização eleva desempenho e reduz custos de universidade

A Universidade Regional de Joinville (Univille), instituição de 13 mil alunos com dois campi e uma unidade em Santa Catarina, lançou mão da virtualização de servidores para resolver um de seus grandes problemas relacionados à tecnologia: a sobrecarga nos servidores.A instituição cresceu muito por meio de aquisições, o que aumentou bastante a demanda dos seus sistemas de gestão. A carga de trabalho começou a ocupar 70% dos servidores em média - percentual muito alto para um sistema que precisa estar sempre disponível. Para piorar, não havia redundância para a infraestrutura.O gargalo nos servidores provocava queda de desempenho, afetando diretamente o atendimento ao aluno. Além disso, o backup era quase todo manual, com uma estrutura que não estava à altura do porte da universidade. “O custo para fazer a atualização da infraestrutura seria muito alto. Após estudos, identificamos que a melhor maneira de mudar seria renovar os servidores com a implantação de virtualização”, afirma o analista de sistemas sênior da Univille, Rodrigo Ramos Deronel.Para resolver o problema, foram investidos 200 mil reais, valor que inclui servidores e licenças de software. Com integração da Domo Soluções, a Univille optou por migrar do Microsoft SQL Server 2008 para o Windows Server 2008, com sistemas apoiados em servidores blade HP.O projeto, que levou cerca de três meses para ser formulado, foi implantado em dois finais de semana. Após sua conclusão, os resultados no dia-a-dia do trabalho foram nítidos, de acordo com Dornel. A carga do servidor começou a ficar em torno dos 20%, dando fôlego para que a instituição cresça. “Logo no primeiro dia, processos cotidianos que costumavam levar um dia inteiro eram realizados em 15 minutos”, diz Dornel.Além disso, a instituição registra números de economia. A previsão orçamentária para ampliação do data center antigo, que passou a ser desnecessária, era de 30 mil reais. A virtualização proporcionou, também, redução de 6,5% na conta de energia elétrica da universidade e de 23% na dissipação de calor no data center. Gastos com força de trabalho também caíram, já que agora são necessários três funcionários a menos para cuidar da infraestrutura.A instituição computa também redução de consumo de processador de 80% em relação aos servidores no ambiente anterior. “Considerando apenas o custo de energia elétrica, o investimento realizado na nova infraestrutura será amortizado em 24 meses”, calcula Dornel.



Rodrigo Afonso, da Computerworld

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